Atualmente,
vivemos num mundo em que a palavra “amor” é distorcida e muitas vezes adquire o
significado de “paixão”. É quase impossível estar na rua e não dar pela
presença de, pelo menos, um “casal”. Não digo que isto seja mau, mas
considerando a evolução das mentalidades humanas, diria que existe uma
problemática.
Cada
vez mais, a taxa de divórcio vai aumentando. Ano após ano, as famílias vão-se
separando. Mas porquê isto? Será que o amor desapareceu ou será que não foi
tudo uma paixão? Segundo o autor Gary Chapman, a experiência de estar
apaixonado dura cerca de dois anos. Se passar esse prazo, ou é mesmo amor ou a
experiência ainda perdura (mas não por muito tempo).
Vivemos
numa época em que se deita fora tudo o que tenha o mínimo defeito, até mesmo o
que tem solução. E o amor não fica atrás. Não há muito tempo atrás, sempre que
um casal era “atormentado com uma discussão, eles não desistiam e muito menos
se separavam; eles procuravam a solução, com tempo e conversa. Hoje em dia, o
menor dos problemas levanta a maior das discussões. “Casais”, que pareciam
estar destinados um ao outro, separam-se e, como se não bastasse, deixam de se
falar, ao invés de encontrar uma solução.
Cada
vez mais, e em especial no presente, a sociedade tende a procurar o caminho
mais fácil, ao invés de fazer o mais difícil, que é ultrapassar a dificuldade e
não se afastar dela. Superar é demonstrar que sempre houve amor; afastar é
demonstrar paixão.
Concluindo,
a sociedade deve começar a distinguir “amor” de “paixão”, para que passem a
existir menos divórcios e, consequentemente, famílias destroçadas.
Por Mateus Ferraz