sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Amor e paixão, dois conceitos distintos...

Atualmente, vivemos num mundo em que a palavra “amor” é distorcida e muitas vezes adquire o significado de “paixão”. É quase impossível estar na rua e não dar pela presença de, pelo menos, um “casal”. Não digo que isto seja mau, mas considerando a evolução das mentalidades humanas, diria que existe uma problemática.
Cada vez mais, a taxa de divórcio vai aumentando. Ano após ano, as famílias vão-se separando. Mas porquê isto? Será que o amor desapareceu ou será que não foi tudo uma paixão? Segundo o autor Gary Chapman, a experiência de estar apaixonado dura cerca de dois anos. Se passar esse prazo, ou é mesmo amor ou a experiência ainda perdura (mas não por muito tempo).
Vivemos numa época em que se deita fora tudo o que tenha o mínimo defeito, até mesmo o que tem solução. E o amor não fica atrás. Não há muito tempo atrás, sempre que um casal era “atormentado com uma discussão, eles não desistiam e muito menos se separavam; eles procuravam a solução, com tempo e conversa. Hoje em dia, o menor dos problemas levanta a maior das discussões. “Casais”, que pareciam estar destinados um ao outro, separam-se e, como se não bastasse, deixam de se falar, ao invés de encontrar uma solução.
Cada vez mais, e em especial no presente, a sociedade tende a procurar o caminho mais fácil, ao invés de fazer o mais difícil, que é ultrapassar a dificuldade e não se afastar dela. Superar é demonstrar que sempre houve amor; afastar é demonstrar paixão.

Concluindo, a sociedade deve começar a distinguir “amor” de “paixão”, para que passem a existir menos divórcios e, consequentemente, famílias destroçadas.

Por Mateus Ferraz

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